Quando algo pesa demais.

Posted: terça-feira, 29 de março de 2011 | Por Mariane Müller | Labels: , , , , 1 opiniões


Cada um carrega consigo uma bagagem. Até mesmo várias bagagens. Algumas pesadas e doloridas, outras pesadas, mas indolores. Existem, também, as leves que pesam sem motivos. Além, é claro, das leves que são, obviamente, leves. Eu tô falando sobre bagagens porque, querendo ou não, todos nós temos, uma ou muitas. E, essas bagagens, são o que nos guiaram para sermos o que somos hoje e grande influencia do que seremos depois. Carregamos pessoas, lugares, histórias, sorrisos, lágrimas, virtudes, valores, erros, quedas, acertos, família, relacionamentos. Mas, o que mais influenciará no nosso futuro são os relacionamentos. Eu diria, inclusive, que são os relacionamentos amorosos.

Toda vez que "nos apaixonamos" achamos que é um sentimento único, que vai ser pra sempre e que é a maior certeza da nossa vida. Que ilusão, né?! A gente acredita em qualquer promessa, em qualquer "eu te amo" sem a mínima intimidade, acreditamos em qualquer desejo carnal. Para, apenas no fim de tudo isso, percebermos que fomos precoces. Entramos na "vida amorosa" cedo demais, valorizamos além dos limites e, então, guardamos na nossa bagagem pessoal.

Mas, assim como está no livro "Eu disse adeus ao namoro" (de Joshua Harris), deixamos uma parte de nós em cada relacionamento que temos e esquecemos, completamente, de nos guardar. Mesmo que não haja contato físico, mesmo que sejam só palavras...Isso também vale e vale muito mais, na maioria das vezes. Tá mais doque na hora de perceber que nossa bagagem tá cada vez mais cheia, farta, já transborda. E quem vai penar muito pra carregar essas bagagens, somos nós mesmos e aquela pessoa com quem vamos dividir nossa vida no futuro.




"Finalmente chegou - o dia do casamento da Anna (...) Anna caminhava pela passarela em direção ao David. A alegria tomou conta. Este era o momento que ela tinha aguardado tanto. Ele segurou a sua mão carinhosamente, e se viraram para o altar. Mas no momento em que o celebrante começou a conduzir Anna e David nos votos matrimoniais, aconteceu o impensável. Uma garota se levantou no meio da congregação, caminhou em silêncio para o altar e tomou a outra mão do David. Uma outra garota se aproximou e ficou ao lado da primeira, e depois outra também fez o mesmo. Logo, uma corrente de seis garotas estavam ao seu lado enquanto ele fazia o voto para Anna. Anna sentiu um tremor nos lábios enquanto as lágrimas enchiam os olhos.
- Isso é algum tipo de piada? - ela sussurrou ao David.
- Me... me perdoe, Anna. - ele disse, olhando para o chão.
- Quem são estas meninas, David? O que está acontecendo? - ela perdeu o fôlego.
- São garotas do meu passado. Ele respondeu com tristeza. - Anna, elas não significam nada para mim hoje... mas eu dei uma parte do meu coração para cada uma delas.
- Pensei que o seu coração fosse meu. Disse ela. E é mesmo, é mesmo. Ele implorou. - Tudo o que sobrou é seu.
Uma lágrima correu pela face de Anna. Então ela acordou.
Anna me contou o seu sonho em uma carta. “Quando acordei me senti tão traída”, ela escreveu. “Mas logo fui atingida por um pensamento deprimente: Quantos homens se alinhariam ao meu lado no dia do meu casamento? Quantas vezes dei o meu coração em relacionamentos de curta duração? Será que vai sobrar alguma coisa para dar ao meu marido?” Frequentemente penso no sonho da Anna. Esta imagem desagradável me persegue." (Eu disse adeus ao namoro - Joshua Harris)

Das coisas que eu sinto.

Posted: domingo, 27 de março de 2011 | Por Mariane Müller | Labels: , , , 1 opiniões


Ultimamente me frustro com as coisas que não posso mudar ou fazer. Mas o que mais me incomoda no momento é o fato de eu não poder mudar meu passado. Não posso mudar o que fiz, não posso deixar de lembrar das pessoas que decepcionei, de todas as vezes que larguei tudo o que eu já tinha construído, tudo que eu levei muito tempo para conseguir enfrentar e saber lidar, por um momento de alegria, que depois se transformou em um mês de sofrimento, é claro. Mas, apesar de não conseguir aceitar da forma que eu deveria tudo isso, eu sei que tudo me foi perdoado.

Eu não posso mudar as pessoas. Na verdade, até posso tentar, mas não depende apenas de mim a mudança, então me frustro porque não tenho esse poder. Eu gostaria de tirar a dor, o sofrimento, as coisas que afetam cada um que me cerca. Eu, muitas vezes, sofro com quem sofre, sorrio com quem sorri, choro com quem chora. E me sinto na obrigação de fazer algo pra mudar a vida de quem eu gosto.

Não posso mudar, também, os sentimentos alheios. Acho que isso é o quem mais me frustra, pois nunca acontecem da maneira que eu quero. E acho que isso é o pior de tudo também, porque eu não me frustro apenas comigo. Eu fico muito decepcionada comigo, com Deus e com as pessoas. Espero demais de quem não pode demais. Espero tudo de quem pode me oferecer muito pouco.



(Repostagem melhorada de Even Just To Dream)

All I ever wanted was live.

Posted: sexta-feira, 25 de março de 2011 | Por Mariane Müller | Labels: , , 1 opiniões

Eu queria que esse blog se chamasse "All I ever wanted was LOVE", mas já existia um com esse nome. Então, trocando apenas uma letra, eu transformei "amar" em "viver". E eu fiquei muito feliz por não poder usar o "love", porque eu percebi que, sim, tudo que eu sempre quis foi viver. O amor, de uma vez por todas, é lucro.

Me chamem de sem coração, de fria, forever alone, encalhada, solteirona maluca ou whatever. Mas eu me sinto extremamente indignada com essa "história de amor". Não sei se é um sinal divino ou ironia do destino, mas ultimamente tenho visto pessoas muito próximas de mim quebrando a cara com o amor.

Uns vão dizer “se quebraram a cara, é porque não era amor”, e eu não vou concordar. Porque não depende de apenas uma pessoa, mas de duas. E é tão ridículo pensar que o amor depende de duas pessoas e não apenas de uma. É isso que gera sofrimento, essa regra ridícula onde uma pessoa pra ser feliz depende de outra.