Quem foi que disse...

Posted: segunda-feira, 25 de abril de 2011 | Por Mariane Müller | Labels: , , , , , 1 opiniões


...que parei de sonhar e me apaixonar? (Rosas - Replace)

Eu mesma achava que não havia mais espaço pra sonhos, e nem amores, em mim. Parece que todas as coisas que planejo não são aprovadas, que cada desejo futuro não pode se realizar e eu perco tudo do meu controle. Simplesmente, por que Deus quer me mostrar que eu não devo querer o controle de tudo. Eu não posso fazer pelas minhas próprias forças, eu não tenho forças. Mas só percebo isso depois cansar fazendo pelas minhas próprias mãos. Parece que gosto de mostrar pra mim mesma, e, cá entre nós, principalmente pros outros, que consigo sozinha, que sou auto-suficiente. Enquanto na verdade, quero aprovação.

Parece que eu pulava, e ainda pulo, de galho em galho, buscando atenção de alguma forma, de qualquer forma talvez, e só hoje percebo o quanto me machuco dessa maneira. Percebo também que não é ser amada, prestigiada, admirada, adorada, que vai me trazer realização. O ser humano nunca está contente. Está sempre querendo mais. E eu não sou diferente, mas preciso mudar.

Agora, os sonhos voltam pra mim, eu posso planejar e colocá-las nas mãos de Quem pode me ajudar, posso também esperar, sonhar, me apaixonar ... mas tudo isso, só se for da vontade dEle.

(Repostagem melhorada de Even Just To Dream)

Eu não superei.

Posted: segunda-feira, 18 de abril de 2011 | Por Mariane Müller | Labels: , , , , , 0 opiniões

Já lutei contra tantas coisas, contra tantos problemas, fortalezas, medos e vontades. Mas existem coisas que eu, simplesmente, parei de lutar e passei a aceitar. Mesmo que doa, mesmo que machuque, mesmo que eu me sinta a maior idiota do mundo, eu parei de lutar. Parei de lutar há muito tempo.

Eu tenho tentado entender o que passa dentro da minha própria cabeça, quero entender como eu consigo aceitar coisas que são, certamente, inaceitáveis a ponto de deixar as coisas acontecerem sem tentar interferir. Essa sou eu, uma idiota teimosa sem um pingo de orgulho. Pra onde foi todo meu orgulho numa hora dessas? Cadê o amor próprio que eu jurava ter? Eu não sei.

Na verdade, eu não sei muitas coisas e, cada vez mais, acredito que por mais que eu caminhe, eu sempre acabo no mesmo lugar. Tenho andado em círculos. Tá mais do que na hora de procurar um novo caminho, de mudar, de achar o amor próprio, de voltar a ter um pouquinho de orgulho, porque uma dose de orgulho não faz mal pra ninguém, bem pelo contrário.



(Repostagem de About What I Call Life)

Tive traumas irreparáveis

Posted: quarta-feira, 6 de abril de 2011 | Por Mariane Müller | Labels: , , , , , , 2 opiniões


...e uma alegria irretocável que espero manter daqui pra frente.




Eu já não sou mais a mesma. Não como eu era há cinco anos atrás ou, até mesmo, no ano passado.

Confesso que amadureci muito desde o início do ano. E que minha vida mudou radicalmente. Novas pessoas, vitórias, erros, responsabilidades, perdões, nostalgia e histórias fazem parte do meu agora. Olhando pra alguns meses atrás quase nem me reconheço. Vejo uma pessoa que tinha tudo nas mãos e nem sabia. Vejo uma guria precoce demais que se achava adulta sem nem ao menos ter responsabilidades.

Aprendi a dividir bem meu tempo, calar a boca quando o que mais quero é falar. Tô aprendendo a deixar o que passou no lugar que deve estar, no passado. Tenho engolido os nãos que Deus me enfia goela a baixo e já nem reclamo tanto, tenho aceitado com maturidade. Me sinto cansada, sobrecarregada, sensível, e até mesmo um pouco desprezada. Mas tudo bem, chega uma hora em que é preciso crescer, mudar, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar.

Mudei muito, mesmo, e hoje não preciso mais que acreditem na minha mudança para que eu tenha mudado de verdade. Aprovação de humanos não me atrai mais.

Quando tudo parece fazer sentido.

Posted: sábado, 2 de abril de 2011 | Por Mariane Müller | Labels: , , , , , , 1 opiniões


Olhando meus rascunhos achei esse post e mais alguns, mas esse me chamou muito a atenção. Tinha apenas um título, e eu modifiquei. O título era "Quando tudo parece não fazer sentido." E eu nem lembro porque as coisas não estavam fazendo sentido, mas porque antes não faziam e agora fazem? Pensando nessas coisas foi que cheguei a algumas conclusões.

Passei um terço da minha da minha vida achando que as coisas em outras famílias eram melhores, que todas as pessoas eram felizes e tive que ser a filha de pais divorciados quando a maioria das crianças tinha pai e mãe casados e se amando. Eu gostava de ir na casa das minhas amigas, quando eu tinha uns 5 anos, por que as coisas eram tão "filme ou novela". Eu não sabia nada da vida.

Em quase dezessete anos de vida, morei em 7 cidades (não contando as mudanças do meu pai), em 11 casas ou mais, estudei em 7 escolas diferentes, conheci mais de mil pessoas e aprendi muito mais sozinha, com a vida, do que na escola ou com as pessoas. Com 10 anos, eu conseguia me virar sozinha, ia pra escola sozinha, escolhia se queria fazer dança ou teatro, cozinhava, arrumava a casa e tinha insônia.

Com 12 anos, eu tive que acordar pra realidade, decidir as coisas por mim, fazer minha mãe me escutar, chorar por ela não querer acordar pra realidade e ver que relacionamentos podem ser pra sempre, sim. Fiz minha mãe fazer o que queria por mais que fosse ruim pra ela. Me arrependi no início, depois aceitei.

Aos 13, eu sabia muito à respeito de "relacionamentos amorosos", adorava minha vida e levei anos pra me arrepender dela. Poderia culpar minha mãe por ter me dado liberdade demais, meu pai por não ter feito minha mãe feliz ou meus avós por não controlar minha mãe e terem deixado ela engravidar com 16 anos ... mas eu nunca fiz isso. Eu me culpei e durante anos levei essa carga comigo, em mim, dentro de mim. E por muito tempo eu chorei por não ser boa o suficiente pra mim mesma.

Até que acordei pra realidade, percebi que Deus foi maravilhoso comigo e eu pude cuidar da minha vida melhor do que ninguém. Pude ver que por muitos momentos, eu estive na beira do barranco, e fui pra longe dele. Não por obrigação, mas por escolha.

Então por que as coisas não faziam sentido? Por que talvez eu não fosse tão madura, por que eu queria fazer um drama básico pra chamar a atenção ou por causa de um momento de tristeza. Mas como sempre digo, a vida não é um drama. E hoje, eu vejo que tudo que vivi, tudo que passei, cada cidade, pessoa, lugar que conheci, fazem parte da minha história e foi o que me fez ser o que sou hoje. Uma pessoa dependente de atenção, sim. Não tão dependente de humanos. Mas, completamente, depende de Deus.

(Repostagem de Even Just To Dream)